A ditadura da beleza: nem 8 nem 80. A visão da dermatologista

Parece um contra-senso uma dermatologista escrever sobre a ditadura da beleza, mas achamos que esse assunto merece uma reflexão.

Poderíamos estender essa discussão aos campos filosóficos e sociais (o que é bem interessante), mas hoje trazemos outra questão para vocês pensarem.

O espaço da mulher na sociedade felizmente cresceu nas últimas décadas e com isso, de forma paralela, também aumentaram as cobranças.  A mulher, na cultura ocidental, além de cuidar da carreira, gerenciar a casa, criar os filhos, também deve se preocupar com sua aparência física.   

O cuidado com a aparência é extremamente saudável e nós apoiamos, pois cuidar de si mesmo é fundamental para o bem estar físico e psíquico. A atenção com a aparência e a imagem deve vir acompanhada de cuidados com o corpo (dos quais alimentação balanceada e atividades físicas devem fazer parte). A atividade física regular é fundamental para todos, independente da idade, mas especialmente para a mulher, que apresenta redução progressiva da massa óssea a partir dos 40-50 anos.

Evitar tabagismo, sobrepeso (ou mesmo obesidade) é fundamental, pois traz doenças ortopédicas, diabetes, hipertensão, colesterol alto etc.                                                             OK, antes que nos acusem de hipócritas, sabemos que a questão da auto-imagem também conta, mas a busca desenfreada e a qualquer custo pelo corpo de capa de revista (quase sempre photoshopado) pode trazer prejuízos. Basta ver os índices altos de abuso de anfetaminas e de anorexia no Brasil.

Até agora, não dissemos nenhuma novidade. Apenas reforçamos o papel da alimentação balanceada e da atividade física regular para uma boa qualidade de vida.

Entretanto, temos uma preocupação com a chamada DISMORFOFOBIA ou síndrome da distorção da imagem, que é um transtorno da percepção e valorização corporal.

Os recursos e tecnologias da dermatologia cosmiátrica estão à disposição da mulher que busca cuidar de si mesma, de sua imagem, manter seus atributos físicos e reduzir algumas imperfeições.  

O avanço da dermatologia cosmiátrica trouxe uma opção valiosa para a mulher, que não deseja uma intervenção cirúrgica mais agressiva, porém busca que algo além dos cremes domiciliares.

Estes recursos devem ser bem empregados e o exagero deve ser evitado. A sintonia entre a experiência e o bom senso do dermatologista e a queixa e percepção do paciente é fundamental para um resultado satisfatório, natural e harmonioso. Esse é o nosso objetivo. Sempre.

 

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