Estrias e gestação

O aparecimento de estrias na gestação se deve ao rompimento das fibras colágenas e elásticas, que normalmente dão sustentação à pele, devido à grande distensão da pele durante a gravidez. A estria tem características parecidas com a de uma cicatriz deprimida. Prurido (coceira) pode estar presente antes do seu surgimento, devido à inflamação na pele.

Nem todas as gestantes desenvolvem estrias, e seu número e tamanho variam de acordo com a mulher, mesmo com ganho de peso similar. 

Alguns fatores de risco incluem: ganho de peso, peso do recém-nascido e faixa etária da gestante, observando-se uma relação inversa entre idade e surgimento de estrias.

Durante a gestação, há produção de alguns hormônios (corticosteróides e hormônios do grupo relaxina)  que interfereriam na redução da elasticidade do tecido de sustentação da pele (tecido conectivo) com consequente ruptura. Uma pesquisa com 60 gestantes, realizada em São Paulo e publicada no Surgical & Cosmetical Dermatology, demonstrou que as mulheres que não desenvolveram estrias tinham uma maior propriedade de distensão cutânea, provavelmente intrínseca e geneticamente determinada.

Mesmo com esta susceptibilidade individual, os cuidados locais são fundamentais.

Hidratantes específicos, emolientes e lubrificantes devem ser usados. Atentar para o peso é importante.  

Se em todo caso elas ocorrerem, podem ser utilizados peelings químicos, físicos, dermoabrasão e laser de erbium fracionado. Idealmente eles devem ser aplicados logo após o surgimento, portanto no período de pós parto. Os melhores resultados são obtidos quanto mais precocemente for iniciado o tratamento.

Bibliografia: Addor FAS, Schalka S, Pereira VCM, Filho JO. Gestação e predisposição ao aparecimento de estrias: correlação com as propriedades biomecânicas da pele. Surg Cosmet Dermatol. 2010; 2(4):253-6. 

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